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Notícias

2009-03-04
54º Aniversário da Freguesia de São Jacinto

Junta de Freguesia de São Jacinto - Notícias

Sr. Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Sr. Vice-Presidente da Câmara,

Sr. Presidente da Assembleia de Freguesia de São Jacinto,  Senhores Membros da Assembleia de Freguesia de São Jacinto, Colegas do Executivo,

Senhor Comandante da GNR do Posto da Murtosa,  Senhor Pároco da Freguesia de São Jacinto,  Senhor Presidente da Direcção dos Bombeiros Novos de Aveiro,

Senhor Comandante dos Bombeiros Novos de Aveiro,

Senhor Comandante da Área Militar de São Jacinto,

Senhor Presidente do Conselho de Administração da APA, Senhores Representantes das Entidades Militares e Civis,

 Prezados convidados,  Amigos da Freguesia de São Jacinto,

Minhas Senhoras e Meus Senhores:

As minhas primeiras palavras são de boas vindas, agradecimento e de reconhecimento pela vossa presença, neste aniversário que hoje comemoramos.

O 54ª da Criação da Freguesia de São Jacinto.

Neste dia, é com muita satisfação, que partilho convosco esta minha alegria em estar aqui presente, a comemorar esta data. Foi há cinquenta e quatro anos que São Jacinto viu a luz que hoje lhe dá o caminho e lhe indica o percurso do seu desenvolvimento.

 Com a publicação do Decreto-Lei nº 40065, de 16 de Fevereiro de 1955, São Jacinto começou a formar-se administrativamente, criando as suas raízes, lutando por maior autonomia, por mais desenvolvimento, enfim, por criar uma freguesia em que a natureza não se poderia suplantar às necessidades da sua população.

Todos conhecem a situação da freguesia. A sua situação geográfica, o afastamento que se encontra da sua sede de concelho, as deficientes ligações que existem, e as dificuldades de emprego que, nada tem a ver com as problemáticas actuais, mas sim com a inexistência de produção industrial, os problemas sociais que custo a custo têm sido debelados e de alguma forma solucionados, onde a intervenção da Câmara Municipal, do Centro Social e Paroquial de São Jacinto e da Junta de Freguesia têm sido profícuos e determinados.

Temos consciência que os problemas no passado eram bem mais graves. Provavelmente estariam escondidos e não eram revelados. Actualmente existem problemas, como em todo o lado, mas, também e em abono da verdade existe mais intervenção.

Não há ninguém em São Jacinto que não tenha um tecto para dormir. Não há ninguém em São Jacinto que não tenha uma refeição par comer. Se eventualmente não têm é porque não há conhecimento dessa situação, porque de imediato, tanto a Junta de Freguesia como a Câmara Municipal e o Centro Social desenvolvem métodos para a resolução do problema.

Claro que existem situações sociais preocupantes, mas também somos frontais quando dizemos que o Rendimento Social de Inserção por vezes é mal atribuído. Sem a auscultação da Junta de Freguesia, por vezes é atribuído tal rendimento a famílias que efectivamente não tem necessidade, e outras a quem a necessidade é emergente ficam privadas deste apoio. Há que lutar contra isto. Há que lutar contra estas decisões feitas em cima do joelho e num clima de suspeição e fazer o que efectivamente deve ser feito. Dar a quem, precisa.

A questão social é deveras importante e não poderia deixar de ser focada nestes 54 anos.

Em 16 de Fevereiro de 1955, São Jacinto deixava de pertencer à freguesia da Vera-Cruz, para poder caminhar por meios próprios. Foi uma questão pertinente e em boa hora aconteceu, porque São Jacinto não poderia continuar a estar dependente de quem quer que fosse, por forma a que o seu desenvolvimento fosse normal.

Foi um processo difícil. Hoje, novamente aqui presentes para lembrar estes homens e mulheres que lutaram pelos seus ideais e princípios, colocando a nossa freguesia num patamar de liberdade, só nos restam lembrá-los e agradecer-lhes o tempo prestado à causa pública, em nome da população de São Jacinto. Bem hajam.

É tempo também de reflectir um pouco do presente e do futuro. É tempo de novas exigências e de novas etapas. È tempo de querermos mais e melhor. É tempo de reivindicarmos aquilo que mais necessitamos. É tempo de querermos uma freguesia melhor.

Sabemos que hoje em dia o abastecimento de água e saneamento é uma prioridade. Quase todos os dias ouvimos queixas de freguesias que ainda não possuem estes dois tipos de infra-estruturas. São jacinto não se pode queixar. Até pode dizer que foi das primeiras freguesias a ter água e saneamento quase a 100%. Hoje em dia só não o tem quem não quer. Mas não é disso que nos queixamos.

Queixamo-nos de transportes deficientes, queixamo-nos da falta de infra-estruturas ao nível piscatório e de recreio, queixamo-nos da falta de habitação social, queixamo-nos da falta de infra-estruturas turísticas, enfim queixamo-nos de uma série de necessidades que há largos anos temos vindo a salientar e que ano após ano não vimos grande alteração.

É claro que o Ferry Boat foi das melhores soluções dos últimos anos. E estamos gratos à Câmara Municipal por isso. Mas e o resto? O porquê deste revés ao nível dos transportes? Será que São Jacinto pode continuar a ficar refém da Moveaveiro? Será que São Jacinto pode continuar a estar dependente da boa vontade dos responsáveis da empresa que gere os transportes? Penso que não. O que aconteceu nos últimos meses ilustram bem as minhas palavras. E mais palavras para quê se a situação é pública? Quanto não custa um ou mais autocarros por dia a fazer carreiras entre o Forte da Barra e São Jacinto? Será que as reparações são mais caras? Acho que não.

Será que para a Câmara Municipal é bom falar-se e ler-se todos os dias da gravidade em que se encontram os transportes em Aveiro, que infelizmente englobam os de São Jacinto? E de quem é a responsabilidade? Pelos vistos parece que não existe responsável. A ineficácia continua, as populações sofrem e nada muda. Porquê?

Neste assunto dos transportes para São Jacinto, tenho que realçar o facto de, só após ter falado com o Senhor Presidente da Câmara, a situação se ter resolvido, ainda que não na totalidade. São Jacinto não pode ter um único transporte fluvial. São jacinto tem que ter obrigatoriamente e em condições de entrada em funcionamento, pelo menos três embarcações, sendo que duas lanchas e o Ferry. Não pode voltar a acontecer o que se passou recentemente em que as pessoas deixaram de poder chegar a tempo e horas aos seus empregos e os alunos à escola. Se fosse em Aveiro nada disto aconteceria porque existiam alternativas. Por isso Sr. Presidente da Câmara, não lhe pedindo mais do que é devido, a freguesia quer ver o auqnto antes a lancha "Dunas de São Jacinto " e a "Transria" a navegarem nas nossas água, sinónimo de que tudo estará a decorrer da melhor forma, para que quando o Ferry (do qual não existe substituto) e o "Santa Joana" avariarem existirem alternativas credivés de forma a que nada importune o dia a dia do cidadão de são Jacinto que por si só já é tão problemático.

            Gostaria também de dizer algo sobre o Porto de Abrigo para Pescadores. Sabe-se que a candidatura a fundos comunitários foi apresentada em finais de Novembro. Até ao momento nada mais sabemos. Por isso acho que é o momento apropriado para ficar-mos a saber se, caso a candidatura seja aprovada, quando é que a obra começa, porque isso é que interessa aos Pescadores e a São Jacinto. Esta situação não pode ser adiada nem mais um dia. Fazendo votos para que a candidatura seja efectivamente aprovada, nós queremos o início da construção do Porto de Pesca o quanto antes, pois só assim é possível pensar no futuro, uma vez que o Porto de Recreio, infra-estrutura indispensável para o progresso de São Jacinto, encontra-se dependente há alguns anos da obra do Porto de pesca. Não faz sentido algum, que passados tantos anos, continuemos a falar de um porto de abrigo para Pescadores e de um Porto de recreio para barcos de lazer, quanto todos nós sabemos que na ria de Aveiro, o local mais apropriado e com mais necessidade para este tipo de equipamentos é São Jacinto. Vamos esquecer de vez a Marina da Barra, porque essa só interessa a alguns e, nomeadamente àqueles que não têm necessidade, e o nosso lema são os pescadores de São Jacinto, porque eles têm que ganhar a vida no dia a dia para sustentar as suas famílias.

            Gostaria, também de realçar a situação do terreno dos Estaleiros de São Jacinto. A Câmara Municipal já tem conhecimento da posição da Junta de Freguesia sobre o destino a dar ao mesmo. Sabendo de antemão que não é a Câmara Municipal que decide se os mesmos vão ou não ser rentabilizados, pelo menos sabe-se que é a Câmara Municipal que deve decidir o destino a dar aos terrenos. A proposta da Junta é que a PDM seja alterado naquele local e a zona venha a colher investimentos turísticos de forma a rentabilizar e promover o turismo da freguesia, que como todos sabemos é o futuro de São Jacinto. O local, pelas suas condições naturais, promove-se a si próprio e, provavelmente não faltarão interessados em avançar com infra-estruturas turísticas que poderão ser edificadas tanto nos terrenos, como na Ria. Se tal não vier a acontecer nos próximos tempos, a Câmara Municipal deve obrigar o proprietário a dar uma imagem digna ao local.

            Sobre a construção do hotel e aparthotel na Marginal em frente à ria, pouco se sabe, mas a verdade é que a Câmara Municipal deve tomar uma decisão definitiva sobre o assunto, uma vez que pelo que se tem visto a construção não nasce e quem perde é a freguesia, uma vez que ainda hoje não dispomos deste tipo de infra-estruturas.

            Nesse local encontra-se a feira semanal. Estava previsto, segundo informações prestadas pelo Sr. Presidente da Câmara no ano transacto, neste mesmo local que a mesma iria passar para um terreno dos antigos Estaleiros. A verdade é que tudo se mantém na mesma e os problemas com a falta de fiscalização aos feirantes acentua-se. As estradas são cortadas, os pavimentos continuam a ser degradados, o licenciamento não existe, as pessoas que residem mais próximo sentem na pele estas consequências e nada se altera. Pergunta-se, até quando Sr. Presidente?

            Voltando à parte mais social, gostaria de referir o seguinte: Como todos sabemos o edifício onde actualmente funciona a Extensão de Saúde de São Jacinto é propriedade da Junta, tendo a mesma cerca de 20 anos. Todos os anos a Junta, em colaboração com os técnicos de saúde, elabora uma lista de reparações a efectuar ao edifício, de forma a colmatar as necessidades dos utentes durante o atendimento e actos médicos. A verdade é que temos consciência que o edifício não deve continuar a resistir a tanta reparação. Devido à sua estrutura, material combustível, e à degradação acentuada do mesmo, é de todo importante que se comece a pensar seriamente na realização de uma candidatura a fundos comunitários para a construção de um novo edifício. Daí deixar-mos aqui e agora esta nossa sugestão à Câmara Municipal, no sentido de verificar "in locco" estas minhas palavras e decidir do que houver por conveniente, para que a população de São Jacinto possa vir a ser melhor servida.

            A situação da construção de uma valência nocturna do Lar de Idosos, também é uma situação que há alguns anos venho alertando. Sei que nesta altura foram efectuadas diligências do Centro Social e Paroquial, junto da Câmara Municipal, para que essa situação venha a ser resolvida, mas a verdade é que tal é de primordial importância para a freguesia e para a população mais idosa. Esperamos que tal concretização venha a acontecer o quanto antes, de forma a que todos, em, São Jacinto, possam ter a velhice assegurada e em boas condições.

            Também tenho que me referir às obras da Escola. Obras de primordial importância para os alunos e professores, uma vez que os sanitários existentes foram construídos há cerca de trinta anos, estando actualmente sem as mínimas condições de higiene e segurança, porque é que tais trabalhos demoram tanto tempo a se executadas? Começaram em meados de Setembro. Será que já não deveriam estar concluídos. Quem sofre com isto. É somente quem precisa. E porque será assim, pergunta-se?

            É importante saber-se que a Câmara Municipal vai apresentar uma candidatura a fundos comunitários para obras de remodelação no edifício da Junta de Freguesia. Essas obras, apresentadas pela Junta, reflectem-se na ampliação da Biblioteca e do Espaço Aveiro-Digital, na zona do telhado, nas janelas e ainda no espaço onde se situa o Multibanco.

            Partindo para outras questões pertinentes lembro a questão da pavimentação da Rua da Igreja e da Urbanização de São Jacinto.

            A primeira, porque a Câmara demorou tempo a resolver a problema, a Junta avançou com a respectiva pavimentação, situação que se encontra resolvida e em tempo útil. E digo isto porque se efectivamente deixássemos para mais tarde, com o Inverno que esteve por aí, os moradores daquele Rua não poderiam entrar em casa, situação que por si só se torna caótica. Sobre a pavimentação da Urbanização de São Jacinto, pergunta-se para quando? Será que passados cerca de vinte anos será também a Junta que vai ter que disponibilizar verbas para resolver uma situação que cabe à Câmara Municipal. Porque os moradores não podem continuar a viver naquele dilema, a Junta já ordenou a execução dos passeios do lado Sul os quais se encontram em falta de forma a uniformizar a praceta, bem como a construção de duas passagens, uma do lado Norte e outra do lado Sul, para atravessamento de peões, uma vez que em dias de chuva facilitará o acesso às suas habitações.

            A verdade é que com a isto a Junta gasta muito dinheiro cuja responsabilidade cabe por inteiro à Câmara Municipal, porque foi a Câmara que vendeu os terrenos, que recebeu o dinheiro e que tinha obrigação de executar as infra-estruturas. Mas o que se tem verificado é que nada disso acontece e a praceta está para construir desse o início da construção da primeira habitação, já lá vão cerca de 2o anos. Pergunta-se? Até quando?

            Temos que salientar para quem conhece o concelho, que a nível de arruamentos até somos dos melhores. Até temos melhores condições, exceptuando aquelas obras pontuais dos Serviços Municipalizados de Aveiro que desbravam estradas para a colocação de ramais de saneamento. Mas, pergunto. Até que ponto é que as pessoas têm culpa? Porque é que para entrarem em casa têm que percorrer caminhos em terra, cheios de água e sem o mínimo de condições. Há que solucionar estas questões de vez e a Urbanização de São Jacinto e as pessoas que lá residem têm direito a melhores acessos.

            Sobre a limpeza de arruamentos, recolha de lixo e limpeza de contentores, gostaria de salientar a satisfação desta Autarquia por tal serviço. O programa que percorre todas as freguesias do concelho em termos de limpeza de arruamentos peca por escasso, uma vez que conforma já dei a conhecer à Autarquia, deveria abranger todas as ruas da freguesias, mas por isso, não deixa de ser um projecto bastante credível e bom para as freguesias. Sobre a recolha de lixo e lavagem de contentores, também podemos manifestar o nosso contentamento, uma vez que nada há a apontar. Existem situações esporádicas durante o Verão, mas nada que tenha a ver com o trabalho da Suma, que é muito eficaz.

            Relativamente à nossa praia, saliento o facto da continuidade da candidatura aos galardões de bandeira azul e bandeira de praia acessível, uma vez que desde a primeira hora, São Jacinto começou a ser mais procurado e conhecido pelas suas excelentes condições ambientais. Pede-se mais ao proprietário do bar da praia, pede-se mais ao serviço de limpeza da praia, e sobretudo pede-se mais às pessoas para colaborarem, numa praia limpa, numa praia com qualidade. Sobre a praia da Ria, a situação é diferente. Gostávamos de ver aquela praia com condições para os banhistas, mas infelizmente enquanto não houver proibições ao nível da pesca, dificilmente tal será possível, daí fazer um apelo ao Sr. Capitão do Porto, para que, dentro das normais legais, e se tal for possível, criar restrições, ao uso daquele espaço, impedindo a escolha frequente de berbigão e o aparcamento de barcos de pesca no areal e junto à borda da Ria.

            A Promoção da nossa Praia compete agora à nova entidade de Turismo. Queremos esquecer rapidamente o mau desempenho da Rota da Luz e antever um tratamento equitativo por parte da nova entidade, em relação às outras praias.

            Sobre as nossas infra-estruturas desportivas gostaria de salientar o facto da piscina estar a ser novamente remodelada (III Fase). Há muitas fases é verdade. Mas é também verdade que hoje temos um espaço com melhores condições, com mais segurança e mais apetecível e as fases da obra só existem porque os tostões têm que ser contados, e cada fase equivale a um ano. O campo de futebol de relva natural continua em boas condições, e o pavilhão foi alvo recentemente de uma obra de grande envergadura ao nível do telhado, de forma a permitir que as equipas de futsal de São Jacinto pudessem continuar a praticar e a competir na modalidade em boas condições, e com as regras impostas pelas Associações.

            Hoje, também, e após longos anos de espera, mesmo antes deste mandato da Câmara Municipal, a quem pedimos o apoio na elaboração do projecto para a construção de uma Capela Mortuária, o que até à data foi esquecido, mandamos elaborar um projecto a uma entidade particular, com custos para a Junta, o qual será apresentado até ao final do corrente mês, para posterior discussão com a Paróquia. Esta Capela Mortuária, há muitos anos reivindicada pela Igreja, não é mais do que uma necessidade da freguesia, que a curo prazo será executada. Independentemente de eventuais candidaturas, e uma vez que a Câmara Municipal não deu seguimento ao nosso pedido em termos de projecto, gostaríamos de saber se existe ou não a possibilidade de apoio na construção desta infra-estrutura, há muito pretendida pela freguesia.

            Sobre a Área Militar, hoje Regimento de Infantaria, continuo a dizer que para São Jacinto é importante a sua manutenção e a sua existência. São Jacinto já não vive sem a tropa. São Jacinto convive com a tropa. Bem hajam todos.

            Uma palavra de apreço também para os nossos Bombeiros, nomeadamente para os Bombeiros Novos - Secção de São Jacinto. Sem eles São Jacinto não era uma terra protegida. Apesar de aguardarem a construção de um quartel, o qual continua a ter o apoio da Junta, a trabalho desenvolvido por todos os elementos é deveras gratificante para a população. As condições existentes não são más, poderiam no entanto ser melhores, mas o empenho e dedicação que têm no desempenho das suas funções, supera tudo isso e proporciona à população um conforto e uma protecção, que não seria possível se não houvesse uma secção em São Jacinto. Ao seu Presidente Coronel Albuquerque Pinto, ao ex-Comandante Marques e ao actual Comandante o nosso obrigado.

            Às associações também um obrigado da Junta de Freguesia pelo trabalho desenvolvido. Por vezes incompreendidas, por vezes esquecidas, são a alavanca do desenvolvimento social e desportivo de qualquer freguesia. Nós não nos queixamos e este apoio que hoje demos é sinónimo do apreço que temos pelas nossas associações. Gostaríamos que fosse mais, mas também sabemos que não é possível e o apoio que é dado já é muito bom. O protocolo que hoje fizemos com a Associação Desportiva também é um exemplo da forma como pensamos o desporto na freguesia. Dar a quem de direito e a quem gere melhor as instalações.

            Antes de terminar, gostaria de manifestar uma vez mais o interesse da Junta de Freguesia em encerrar definitivamente ao trânsito a Avenida Marginal. É uma decisão controversa, pergunto eu? Penso que não. É uma decisão justa e acertada, digo eu. Quem pensa e quer apostar no Turismo, não pode continuar a ver trânsito naquela artéria da freguesia. Quem quer apostar no Turismo tem que entregar a Marginal às pessoas, às esplanadas, aos bares, aos jardins.

Aquando da alteração do estacionamento, obra pretendida por esta Junta e efectuada pela Câmara Municipal, a mesma gerou alguma controvérsia. Pouco significativa porque a transformação e os melhoramentos eram reais. É assim que se constrói. É claro que há investimentos a fazer. Mas pergunto. Qual é a obra que se faz sem investir? Qual é a obra que se faz sem que existam problemas de várias ordens? Vamos partir para essa situação e melhorar a nossa sala de visitas de São Jacinto.

Muitas mais coisas haveria para dizer, mas no dia de hoje, data em que apresentamos um site renovado, data em que uma vez mais damos vida à nossa freguesia, compete-nos procurar o melhor pela nossa freguesia. É para isso que cá estamos porque o futuro, como já o disse o ano passado, é já ali e a todos compete e todos somos responsáveis pelo encontro das melhores soluções, quer para as nossas actividades, para as nossas funções e para as nossas lides autárquicas,

Daí, querer acabar da mesma forma como comecei, dizendo simplesmente que agradeço a todos a vossa presença nestes cinquenta e quatro anos da criação da freguesia e que contamos com todos para que São Jacinto seja cada vez maior e cada vez melhor.

Muito obrigado a todos pela vossa presença

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